São Paio

Trata‐se de um menino galego que foi martirizado em Córdova, sendo rei Abderramão III, por guardar a Fé em Jesus Cristo e a sua castidade.                                                                                                        Isto escreveu um clérigo de Córdova, chamado Raguel, ao que parece, testemunha ocular.                     Tendo o rei Abderramão declarado guerra feroz aos cristãos, no ano de novecentos e vinte e um, no vale de Junquera e tendo vencido, muitos cristãos foram mortos e muitos outros cativos. Entre eles, o bispo de Tui, chamado Hermógio (ou Hermígio), foi levado para Córdova e lançado no cárcere, com duras prisões.                                                                                                                                                            O bispo prometeu dar, em resgate, alguns mouros que estavam em seu poder e, enquanto os enviava ao rei, deixava alguns reféns.                                                                                                                        Entre  eles um menino, seu sobrinho, de dez anos que se chamava Pelágio. O rei concordou e o bispo saiu do cárcere e, no seu lugar, ficou o menino.                                                                 O menino era muito formoso, quanto modesto.                             O Senhor que já o tinha escolhido para ser mártir, favoreceu‐o de tal modo no cárcere que essa tribulação foi para ele um exercício na virtude e nela se afinou, como o ouro no crisol. Era muito honesto, assisado, sossegado e prudente. Dedicado à oração, lia os livros santos, exercitava a virtude, afastava‐se das palavras e conversas vãs, do riso vulgar e da zombaria, da dissolução, enfim, mais que um menino, parecia homem maduro, no sensatez e maturidade. Assim esteve o menino na prisão, durante três anos e meio, preparando‐se para que Deus lhe concedesse a graça que lhe havia de fazer, dando‐lhe a coroa e a palma de mártir.                                                                                                                          O seu martírio deu‐se num domingo, em 26 de Junho de 926. (Segundo Ambrósio de Morales e o cardeal Barónio, em 925, porque foi nesse ano que 26 de Junho caiu num domingo e não no ano 926).                                         O seu tormento durou cerca de seis horas, a partir da uma da tarde. Com ajuda de Deus, S. Pelágio combateu com os duríssimos tormentos e venceu‐os com grande fortaleza de espírito.

O rei D. Sancho, o gordo, filho do rei D. Ramiro II, enviou uma solene embaixada ao rei de Córdova, para tratar da paz e pedir‐lhe o corpo do santo menino Pelágio e obteve‐o. Quem   recebeu o corpo foi o rei D. Ramiro III, por morte do pai, e colocou‐o num mosteiro que seu pai tinha edificado para o santo.                                                              Depois foi trasladado para Oviedo, a oito de Novembro de 1023,  onde se conserva.

O seu culto foi introduzido no norte de Espanha (em Leão e Oviedo) pelos moçárabes.                                        Em Santiago de Compostela há um rico mosteiro de beneditinas, sob a sua advocação e uma ermida com o seu nome. Celebra‐se a festa de San Pelayo em muitas igrejas de Espanha e é muito gloriosa e famosa a memória deste mui bendito menino.                                             Há muitas igrejas dedicadas a ele em Castela e mais na Galiza. E em todo o reino dão este nome a muitas crianças. Foi tão ilustre o seu martírio que se estendeu até à Alemanha.                                                                                 E na província da Saxónia, uma monja de linhagem e grande engenho e conhecimentos literários, chamada Rosoita, ouvindo um homem de Córdova que assistira ao martírio do santo e lho relatou, pôs essa história do martírio, em verso heróico.

Na diocese do Porto é o patrono de 11 paróquias.

Não podemos esquecer o contexto em que o culto e a devoção a este mártir surgiram e  se desenvolveram.  Um Condado e um Reino que depois se edificou, na procura da sua identidade e se foi estabelecendo e erguendo no ideal de Cristo.                                                                                                                               Este ideal, amassado nos princípios cristãos e nas convicções do seguimento de Cristo, foi‐se afirmando cada vez mais de norte para sul, não apenas para defesa das suas terras e bens, mas como entidade própria e espírito de missão chegando além de si próprio.

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Paróquia de Nossa Senhora de Fátima

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